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    As fases finais da Libertadores e as chances do Santos

    Nas últimas semanas de 2020 foram definidos os representantes da África, da Ásia e da CONCACAF (composta por equipes da América do Norte, da América Central, do Caribe e das Guianas) no próximo Mundial de Clubes da FIFA, a ser realizado na primeira metade de fevereiro no Catar. Assim, falta apenas definir quem será o representante da América do Sul nesse torneio, o que saberemos apenas no dia 30 de janeiro, que é a data marcada para a grande final da Copa Libertadores, no Maracanã. A essa altura, porém, uma coisa já é certa: esta equipe virá ou da Argentina ou do Brasil.

    Os quatro times ainda na disputa são os argentinos Boca Juniors e River Plate e os brasileiros Palmeiras e Santos. Destes, a grande surpresa vem sendo a equipe santista, que em boa parte dos sites que oferecem dicas de apostas era considerada uma zebra para passar pelo Grêmio nas quartas de final da competição. Numa análise feita no dia do jogo de volta, na Vila Belmiro, a vitória do Santos oferecia um retorno de 3.10 enquanto a vitória do Grêmio oferecia um retorno de 2.60. O resultado, no entanto, foi um incontestável 4 x 1 para os donos da casa – sendo que o Santos já havia jogado melhor também no jogo de ida, em Porto Alegre, que foi 1 x 1.


    Quanto aos retornos de apostas mencionados no parágrafo anterior, cabe dizer que os mesmos foram tirados do Exchange, um intercâmbio em que as cotações das apostas são definidas pelos próprios apostadores, e não pelas casas. Essa é uma observação importante de se fazer porque, como no intercâmbio a casa ganha apenas um percentual da aposta vencedora, as cotações frequentemente são mais altas do que as oferecidas pelas próprias casas. A título de comparação, em 28 de dezembro o título do Boca Juniors na atual edição da Libertadores oferecia um retorno de 3.0 em determinada casa de apostas, mas um retorno de 3.7 no Exchange. Trata-se de uma diferença de aproximadamente 23%, o que pode ser bastante significativo dependendo do montante que for apostado.

    Por outro lado, tanto os apostadores que negociam cotações através do Exchange – uma prática também conhecida como trading esportivo – quanto os prognosticadores profissionais concordavam, nesse mesmo 28 de dezembro, que o Santos era a equipe que tinha menos chances de ser campeã da Libertadores deste ano. E essa, querendo ou não, era uma conclusão até bem lógica. Como bem resumiu recentemente o jornalista André Rizek no Twitter, os santistas tinham tudo para ter um 2020 desastroso: além da saída do treinador Jorge Sampaoli, o clube perdeu alguns de seus jogadores mais importantes – o que levou o novo técnico Cuca a recorrer a vários atletas das categorias de base –, e o elenco vem sofrendo com salários atrasados.

     

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    Por outro lado, como o próprio Rizek lembrou em um episódio recente do podcast A Mesa, os grandes momentos do Peixe nas últimas décadas se deram, coincidentemente ou não, em temporadas em que quase ninguém acreditava no sucesso da equipe e em que era notável a qualidade de seus jogadores vindos da base. Foi assim em 2002, quando brilharam Diego e Robinho, e foi assim em 2010, quando Neymar e Ganso encantaram o Brasil. Por que não poderia ser assim também em 2020/2021, com os jovens Kaio Jorge e Lucas Lourenço?

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