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    Caso Daniel: convidados limparam sangue do jogador, diz testemunha

    Suspeito ordenou que os convidados da festa limpassem as manchas de sangue que ficaram pela casa após o espancamento de Daniel

    Uma testemunha da morte do jogador Daniel Corrêa prestou depoimento à Polícia Civil na última segunda-feira (12) e revelou detalhes das agressões contra o atleta. A jovem de 19 anos se relacionou com Daniel no aniversário de Allana Brittes, na noite do dia 27 de outubro, dia do crime.

    De acordo com o Globo Esporte, a testemunha contou que Edison Brittes Júnior, principal suspeito de matar o jogador, “ordenou” que ela e outros convidados limpassem as manchas de sangue que ficaram pela casa depois do espancamento de Daniel.

    “(…) Relatando que inclusive o colchão do casal foi cortado na parte em que havia sangue – o tecido da parte de cima, sendo que este pedaço foi queimado junto com os documentos do Daniel”, diz trecho do depoimento.

    Ela disse ainda que não conhecia Daniel, e que os dois se beijaram no camarote da casa noturna Shed, onde a festa de Allana Brittes ocorreu.

    Ainda de acordo com a jovem, Daniel teria chegado à casa da família Brittes sem ser convidado e que ele “não aparentava estar embriagado”. Ela disse que Daniel estava “tranquilo e conversava normalmente”.

    A jovem disse que “não ouviu em nenhum momento qualquer solicitação de socorro por parte de Cris”. E disse ainda que viu Cristiana Brittes chamando Allana Brittes e dizendo: “Ajuda, desce, senão seu pai vai matar o menino”.

    A testemunha também relatou que viu Edison Brittes segurando Daniel pelo pescoço no quarto do casal e que o jogador “não falava nada”. A testemunha também contou que, ao chegar ao quarto, Edison Brittes deu tapas no rosto da mulher. Nesse momento, Edison Brittes mandou que a porta fosse fechada e Allana Brittes obedeceu.

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    Ainda em depoimento, a jovem relatou, depois das agressões, Daniel foi colocado em um cobertor no porta-malas do carro. Ela não soube dizer quem acompanhou Edison Brittes carro.

    Quando Edison Brittes voltou, a filha questionou o que o pai tinha feito. “Júnior apenas disse ‘matei ele’ e Allana questionou como, mas Júnior ficou em silêncio”, diz trecho do depoimento.

    Segundo a jovem, Edison Brittes comentou que “havia matado o gambá” e que “não ia aguentar” Daniel Correa depois de vê-lo na cama com a mulher.

    Além disso, a jovem confirmou que foi orientada por Edison Brittes a dizer para a polícia que Daniel tinha ido embora e pediu para que ela fosse a um encontro no shopping. A testemunha afirmou que não foi ao local por medo.

    O CRIME

    Daniel Corrêa Freitas, de 24 anos, foi encontrado morto no dia 27 de outubro, em uma estrada rural da cidade de São José dos Pinhais, na região metropolitana de Curitiba. O empresário Edison Brittes confessou ter matado o jogador.

    Fonte/Notícia ao Minuto

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