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    Dia Mundial da Voz: saiba como manter a saúde vocal

    A rouquidão é um dos principais alertas para buscar ajuda de um profissional.

    A voz para muitos profissionais é um instrumento de trabalho. É o caso de cantores, professores, jornalistas, atores, comerciantes que utilizam variações de volume da voz e há aqueles que passam o dia inteiro falando. Por isso, hoje (16), no Dia Mundial da Voz, vale prestar atenção em como está a saúde vocal e buscar prevenir possíveis problemas com cuidados básicos.

    Um dos principais sintomas é a rouquidão que alerta para alguma coisa que não está bem, como explica Rafael Cabral, coordenador do curso de Fonoaudiologia da Faculdade Unijorge e Especialista em Voz. “Se essa rouquidão, que a gente chama de disfonia, persistir por duas semanas ou mais, algo não está funcionando de fato nas pregas vocais que pode ter uma lesão, machucado por alguma atividade de uso vocal. Então, é sempre bom procurar um especialista, no caso um fonoaudiólogo, especialista em voz e também o otorrinolaringologista que é quem faz o exame laringológico para a visualização das pregas vocais”.

    Por desconhecimento dos cuidados básicos, profissionais que utilizam muito a voz já procuraram a fonoaudióloga Ludmilla Cardoso, e em seus atendimentos um caso foi bem marcante. “Meu primeiro paciente foi um professor que dá aulas para o ensino médio e também canta em um coral. Do nada ele começou a ficar sem voz, e então, muito preocupado, me procurou”, relembrou.

    Ludmilla conta que o professor teve uma mudança de voz muito significativa causado pela rouquidão e não estava mais em condições de participar dos ensaios completos do coral. “Foi necessário todo um trabalho de fonoterapia clínica e a questão do aquecimento e desaquecimento vocal que é o preparo da voz para a atuação”, explica como fez para reverter o quadro do paciente e complementa que em cada caso há um tratamento especifico, que pode se encaixar em acompanhamento a curto médio e a logo prazo.

    Já a consultora e professora de comunicação e marketing digital das faculdades Estácio, Unijorge e Unifacs, Rebecca Lyrio, sabe bem a importância de cuidar da voz. Com uma rotina intensa de aulas, incluindo os sábados, ministrando disciplinas de cursos de pós-graduação que duram um dia inteiro, acaba abusando da fala por gostar muito do que faz. “Dou aula também durante a semana, além de cursos e palestras que são com menos frequência mas, pelo menos, uma vez no mês”. Ela já teve sintomas como a rouquidão, apesar de fazer constantemente aquecimento vocal e uso de pastilhas próprias. “No entanto, preciso me empenhar mais neste cuidado porque me empolgo muito falando. ”

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    O aquecimento vocal praticado por Rebecca antes de ministrar as aulas é um dos principais cuidados recomendado por Cabral para prevenção de doenças na voz. “Primeiro, antes de qualquer atividade, o profissional deve fazer o aquecimento vocal que vai preparar a prega vocal para ser usada por bastante tempo. Beber água também tem papel muito importante para voz, pois hidratar o trato vocal”.

    E os cuidados não param por aí. De acordo com o fonoaudiólogo, faz-se necessário evitar: comer comidas pesadas antes do trabalho, alguns tipos de roupas apertadas que limite a movimentação do diafragma que é um músculo extremamente importante da voz, roupas que apertem o pescoço a laringe porque também limitam o movimento do órgão extremamente importante para que a gente tenha a voz com entonações, seja aguda ou grave.

    Cuidado com o estresse e com o refluxo

    O emocional contribui bastante para as alterações na voz. Rafael Cabral costuma falar que “a laringe não é desconectada do nosso corpo”. Por isso, o estresse pode causar a disfonia psicogênica que acontece quando não há explicação anatomicamente para o problema.

    O refluxo também é outro fator que acaba provocando a disfonia vocal. Sinal de alerta se há sintomas de queimação e sensação de que a comida está voltando. “O suco gástrico vem queimando todo o esôfago e sobe perto da laringe onde tem a prega vocal. Isso acaba influenciando no movimento, deixando um pouco mais tensionado, o que pode causar a disfonia a um edema, que também pode levar a laringite e faringite”, conclui Cabral.

    Assista ao Jornal Das 11;

    Jaqueline Vaz | Agência Educa Mais Brasil
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