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    Em Trindade, tragédia familiar no asfalto

    No centro de cidade, caminhoneiro que havia acabado de sair de casa atinge moto de comerciante, sem saber que era seu primo. O motociclista morreu no local

    Uma triste coincidência resultou do encontro e separação de dois primos na manhã de ontem. O comerciante Alexsandro Silva Figueiredo, de 35 anos, saía do trabalho para resolver questões envolvendo a empresa de material de construções da qual era dono. O caminhoneiro Enival Alves Araújo, de 54, saía de casa em seu caminhão no mesmo horário de todos os dias, depois de tomar café da manhã, e rumava ao trabalho que exerce envolvendo terraplanagem. Às 7h50, os dois, infelizmente, se encontraram em uma rotatória da Avenida Manoel Monteiro, em Trindade, quando o caminhão de Eninal se chocou com a moto do primo.

    Alexsandro não resistiu. Enival desceu do caminhão, em completo desespero, sem ver ainda que se tratava do seu primo. Começou a passar mal e foi procurar atendimento médico, depois da chegada do advogado no local do acidente.

    O filho, que leva o mesmo nome, logo foi contatado, e a notícia sobre quem estava embaixo do caminhão logo chegou aos ouvidos de Enival.

    Primos de Alexsandro chegaram ao local e perceberam que se tratava de fato de uma tragédia em família. “No chão, meu primo. No caminhão, meu parente. É doído demais”, relatou Welington Batista do Nascimento. Alexsandro deixou esposa e uma filha de oito meses.

    Distantes e próximos

    A notícia logo se espalhou na cidade. Um acidente, dois primos. Enival Júnior explicou que o parentesco não era direto. A esposa da vítima era filha da prima do caminhoneiro. Ainda assim, familiares sempre se reuniam em datas especiais, como aniversários e outros encontros.

    “Era o dia dele. Infelizmente, cruzou o caminho do meu pai justamente nesse dia”, contou Enival Júnior.

    “Tragédia familiar”

    Antes do acidente, os dois estavam separados por cerca de 1,7 quilômetros. O acidente, foi a 1 quilômetro de onde o caminhoneiro morava e a cerca de 700 metros do comércio de Alexsandro, ou apenas Sandro.

    O caminho percorrido foi em 5 minutos para um e 2 minutos para o outro, respectivamente. Como relatou Enival Júnior, “uma tragédia familiar”. Fonte/ O Poular

    Alexsandro saiu de moto para resolver questões do trabalho
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