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    Ex-marido é suspeito de matar diarista e tentar forjar cena de suicídio, em Goiás

    Após laudo do IML apontar estrangulamento, delegado descartou hipótese de Edneia Vieira, 35, ter se matado; homem foi preso no mesmo dia em que corpo foi encontrado, por descumprir medida protetiva.

    O ex-marido da diarista Edneia Cordeiro Vieira, de 35 anos, encontrada morta dentro de casa, é suspeito de ter a matado e, em seguida, tentado forjar uma cena de suicídio, em Goianira, na Região Metropolitana da capital. Segundo a Polícia Civil, o laudo do IML, concluído nesta terça-feira (16), apontou que a mulher foi estrangulada. Júnior Vieira de Souza, de 33 anos, está preso por ter descumprido uma medida protetiva em favor da ex-companheira. As informações são do site G1.

    Segundo o investigador, a hipótese de suicídio está “completamente descartada” e o ex-marido de Edneia, que já era investigado, passou a ser o principal suspeito do crime.

    “O corpo dela foi encontrado na cama, com um lençol enrolado no pescoço, dentro de um quarto trancado com a chave por dentro, sendo que a casa toda estava trancada sem sinais de arrombamento. A partir do laudo, que concluiu o estrangulamento, descartamos a situação de suicídio. O ex-companheiro dela, que já está preso, passa a ser investigado pelo feminicídio”.

    “Ao que tudo indica, ele a estrangulou e, em seguida, posicionou o corpo com o lençol, trancando a casa, inclusive deixando a chave na fechadura por dentro dos cômodos. Agora tudo isso vai ser apurado”, disse o investigador.

    O corpo de Edneia foi encontrado na tarde de segunda-feira (15), dentro da casa em que ela morava, em Goianira. Vizinhos estranharam a ausência dela nos últimos dias e resolveram bater no portão. Uma delas sentiu um forte cheiro e chamou a Polícia Militar, que entrou no local e encontrou a vítima.

    O investigador disse que a mulher teve um relacionamento de cerca de um mês com Júnior. Em julho, quando terminaram, ela foi à delegacia e, apesar não representar criminalmente contra ele, pediu uma medida protetiva, que foi deferida pela Justiça, obrigando-o a ficar ao menos 100 metros distante dela.

    “Depois disso, ela até tentou tirar a medida protetiva, o que não ocorreu. Depois, eles tiveram idas e voltas”, disse o delegado.

    No último dia 9, a mulher voltou à delegacia. Desta vez, ela resolver representar contra o ex-namorado por injúria e ameaça e relatou que o homem estava descumprindo a medida protetiva em vigor.

    Prisão

    Desde então, Júnior passou a ser procurado pela polícia. Quando se conheceram, ele morava em uma casa nos fundos da mulher. Na ocasião da medida protetiva, ele se mudou, mas retornou em seguida. Horas depois do corpo de Edneia ter sido encontrado, ele foi preso na casa onde morava. Na delegacia, ele negou ter cometido o homicídio.

    “Ele até então não era suspeito, por ainda estarmos aguardamos o laudo para apontar se ela havia ou não se suicidado. Agora, a partir destes elementos, ele, além de estar cumprindo pena por ter descumprido uma medida protetiva, é o principal investigado na morte de Edneia.

    Relação conturbada

    Vizinhos e familiares da vítima relataram que Edneia e Júnior tinham uma relação conturbada. “Não estava dando certo com o cara que já tinha dado queixa dele”, disse uma mulher, que preferiu não se identificar.

    Irmão de Edneia, o marceneiro Edson Cordeiro Vieira disse que Júnior já havia ameaçado a diarista de morte. “Ela falou a respeito desse cara, que tinha ameaçado de matar a família por causa dela. Espero a justiça de Deus”, lamenta.

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