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    Gusttavo Lima se defende em rede social de acusação de crime em Goiás

    O delegado jataiense Luziano de Carvalho disse que não é necessário fazer perícia para o caso em questão.
    G1/LD

    O cantor Gusttavo Lima usou uma rede social para se defender da denúncia contra ele e mais três pessoas por crime ambiental, em Goiás. Segundo o delegado Luziano de Carvalho, titular da Delegacia Estadual de Repressão a Crimes Contra o Meio Ambiente (Dema), o artista aumentou a represa de uma fazenda que possui em Bela Vista de Goiás, Região Metropolitana de Goiânia, sem possuir licença para a obra.

    As publicações ocorreram por volta de 14h. Nas postagens, o cantor diz que a represa já existia no ano passado, quando ele comprou a fazenda. Ele também afirma que a licença para ampliação segue em análise e critica haver conclusão de inquérito sem a realização de perícia técnica.

    Ao G1, o delegado Luziano de Carvalho disse que não é necessário fazer perícia para o caso em questão. “Não é necessário perícia. Basta uma ocorrência policial, como foi feita, com levantamento fotográfico. O vídeo mostra.”

    Indiciamento

    De acordo com o delegado, a represa possui três hectares de tamanho e o intuito era chegar a quatro hectares. Porém, o trabalho estava sendo realizado sem a devida autorização a Secretaria de Meio Ambiente, Recursos Hídricos, Infraestrutura, Cidades e Assuntos Metropolitanos (Secima).

    “O Batalhão Ambiental foi ao local por duas vezes, uma no fim de 2017 e outra já neste ano, e, em ambas, encontrou máquinas trabalhando no local. Foram feitas duas ocorrências e, apesar de terem um protocolo com o pedido da licença, o documento não havia sido expedido”, disse o delegado ao G1.

    O delegado afirmou ainda que na fazenda há criação de gado, mas que a represa estava sendo ampliada por motivo de lazer. Ele disse que Gusttavo e as outras três pessoas responderão pelo crime previsto no artigo 60 da Lei 9.605, que fala sobre construção ou ampliação de obras potencialmente poluidoras sem autorização dos órgãos competentes. A pena, em caso de condenação, varia de um a seis meses ou multa.

    Outros indiciados

    Além de Gusttavo, também foram indiciados o administrador Jorge Pedro Kunzler, a esposa dele, a arquiteta Alessandra Jardim Lobo, e o biólogo Luciano Lozi.

    Segundo as investigações, a empresa de João Pedro era a responsável pela obra. Já Alessandra teria ido ao local algumas vezes para acompanhar o trabalho. Por fim, Luciano tinha a função de obter as autorizações necessárias para a ampliação.

    Ao G1, Alessandra disse que “não tem nada a declarar” sobre o assunto e que todas as informações sobre o caso serão repassadas pela assessoria do artista.

    A reportagem também tentou contato, por telefone, com Jorge e Luciano, por volta das 9h15, mas eles não atenderam às ligações até a publicação desta reportagem.

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