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    Irmã de baleado em posto pede punição de PM suspeito de atirar: ‘Foi para executar’

    Silvio César da Costa Júnior, de 27 anos, está internado em estado gravíssimo no Hugo; soldado Bruno Correira de Araújo teve prisão mantida pela Justiça.

    A irmã do profissional autônomo Silvio César da Costa Júnior, de 27 anos, baleado enquanto estava com amigos em um posto de gasolina de Goiânia, pede a punição do soldado Bruno Correira de Araújo, suspeito de atirar no jovem. Elisa da Costa diz que o irmão foi vítima de uma injustiça, que não fez nada de errado e que o policial queria matá-lo sem conhecê-lo.

    A assessoria de comunicação do Hospital de Urgências de Goiânia (Hugo) informou ao G1, às 13h30 desta segunda-feira (13), que o estado de saúde de Sílvio era gravíssimo. Ele está internado em uma Unidade de Terapia Intensiva (UTI), sedado, respirando com ajuda de aparelhos.

    “Eu nem sei dizer o que realmente me revolta porque várias pessoas que estavam ali no local têm nos mandando áudios narrando o que de fato ocorreu. Foi para executar realmente, um ser humano que ele nem conhecia. Ele nunca viu meu irmão. Ele mandou o Júnior se deitar, ele já havia deitado, já estava rendido, não ia fazer nada. Ele abaixou e colocou a arma na cabeça do meu irmão”.

    “A minha família tem base, meus pais souberam criar todos os filhos, temos defeitos como todos os seres humanos, mas isso eu posso honrar meu irmão”, disse.

    Em nota, a assessoria de Comunicação da PM informou à TV Anhanguera, no sábado (11), que uma equipe foi ao local do fato e conduziu o militar até a Central de Flagrantes, onde foi detido. No domingo, Bruno foi submetido a audiência de custódia, e a Justiça decidiu pela permanência da prisão do soldado.

    O caso ocorreu na tarde de sábado, em um posto de combustíveis em Goiânia. Segundo a Polícia Civil, um amigo da vítima, que estava no local, disse em depoimento que que a confusão começou quando o militar chegou no posto “muito alterado” e tentou puxar conversa com um grupo de pessoas, mas teria sido ignorado pelas pessoas.

    Segundo o delegado André Botesini, responsável pelo caso, os policiais militares colegas de Bruno disseram que o PM havia revidado a uma suposta agressão, mas o fato teria sido desmentido pelas testemunhas que estavam no local do crime.

    “Nós temos o relato dos policiais militares, que teria havido um entrevero e ele teria reagido a uma suposta agressão do autor. Este fato é desmentido por todas as testemunhas ouvidas no local. Vamos verificar se há imagens de circuito interno ou do posto de gasolina ou de comércio nas redondezas”, disse o delegado.
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    Confusão

    Um amigo da vítima, que estava no local, disse em depoimento à Polícia Civil que que a confusão começou quando o militar chegou no posto de combustíveis muito alterado e tentou puxar conversa com um grupo de pessoas. Como eles não deram atenção a ele, se irritou, sacou a arma e começou a atirar.

    “Ele deu uma coronhada na minha cabeça. Todo mundo correu. Ele disse que já tinha chamado a viatura e correu atrás da gente com a arma. Eu corri na frente e só escutei o tiro. Quando olhei para trás, vi que ele tinha atirado no Júnior”, relatou Heberson de Souza.

    O Bruno Correia é aluno soldado da PM. Segundo a Polícia Civil, ele já atuava nas ruas. Ele foi preso em flagrante por tentativa de homicídio. A delegada Caroline Paim disse que o policial confirmou que atirou contra Sílvio.

    “Ele relatou que estava bebendo em um posto e travou uma discussão e efetuou disparo numa forma de tentar se defender de agressões”, disse. Com informações do site ultra Dicas.

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