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    Mecânico brasileiro é linchado e enforcado no interior da Bolívia

    A família do mecânico Vinícius Chagas Maciel tenta levantar R$ 15 mil para levar o corpo até Santana, no Amapá

    Um brasileiro de 32 anos morreu na Bolívia na última segunda-feira (19), vítima de espancamento seguido de enforcamento, na principal praça de San Julian, na Bolívia.

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    A família do mecânico Vinícius Chagas Maciel tenta levantar R$ 15 mil para levar o corpo até Santana, no Amapá, onde o homem morava antes de se mudar para a Bolívia, há cerca de sete meses.

    A tia do amapaense, a dona de casa Irone Maciel, 38, disse que gravaram a morte do sobrinho com um celular. “Bateram nele e o levaram até uma praça. Amarraram o pescoço dele com corda e o enforcaram em uma árvore.”

    O motivo para o assassinato, segundo a imprensa local, teria sido uma suposta tentativa de assalto. Maciel teria acompanhado um amigo, que foi cobrar a dívida de um agricultor, e ambos teriam anunciado o roubo. O amigo fugiu e Maciel foi morto. Essa versão é questionada pela família.

    No vídeo, de acordo com Irone, Maciel fala que acompanhava o amigo para fazer a cobrança.

    A tia do mecânico diz que ele estava feliz. “Ia começar o processo para estudar medicina.” A mãe do mecânico vive à base de remédios desde que soube da morte do filho. “Ela não sabe como ele foi morto. Não a deixamos ver jornais”, diz Irone. O governo do Amapá foi procurado, mas não respondeu.

    Em nota, o Ministério das Relações Exteriores informa que o consulado em Santa Cruz de La Sierra (a 31 km de San Julian) foi instruído a auxiliar nos procedimentos documentais e logísticos e acompanhar o início das diligências policiais.

    “A Embaixada em La Paz foi instruída a manifestar às autoridades bolivianas repúdio ao crime que vitimou o cidadão brasileiro, instando-as a procederem às investigações necessárias com toda a celeridade e rigor”, afirma o Itamaraty.

    O ministério diz ainda lamentar o assassinato do brasileiro e informa estar em contato direto com os familiares e oferecendo apoio, junto ao consulado em Santa Cruz. Com informações da Folhapress.

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