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    MP denuncia médico por cobrar mais de R$ 1 mil por cirurgias feitas pelo SUS em Rio Verde

    Segundo órgão, profissional ainda tentou pedir a vítimas que não falassem sobre as cobranças.

    O Ministério Público do Estado de Goiás (MP-GO) denunciou um médico oftalmologista que teria cobrado mais de R$ 1 mil de pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS) para fazer cirurgias. O profissional, que atua em Rio Verde, na região sudoeste de Goiás, também teria, segundo a acusação, tentado evitar que vítimas falassem sobre as cobranças. Órgão pede ainda bloqueio de R$ 114 mil das contas dele.

    A reportagem tentou contato com o médico para pedir um posicionamento sobre a denúncia, mas até a publicação desta reportagem, as mensagens enviadas no início da manhã ao profissional não tinham sido respondidas.

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    Conforme a denúncia, depoimentos de pacientes do médico confirmaram que haviam cobranças à parte. Alguns citaram que, no caso das cirurgias de catarata, o médico oferecia uma “lente de melhor qualidade” que custava mais de R$ 1 mil.

    Um dos pacientes do médico contou ao MP que o oftalmologista disse que, no caso dele, seria necessária uma cirurgia para a colocação de um anel, que não seria autorizada pelo SUS, e que custaria R$ 7,5 mil para ser feita de forma particular.

    De acordo com o depoimento, o paciente disse que não teria condições de pagar o preço, pediu que o médico o encaminhasse pela rede pública mesmo. No entanto, segundo o MP, o profissional ficou resistente por fazer esse encaminhamento e ainda o alertou de que ele poderia perder a visão se não fizesse o procedimento proposto de forma particular.

    O MP apurou que a rede pública paga ao profissional credenciado R$ 1,3 mil que já inclui o valor das lentes e risco cirúrgico. Segundo a investigação, o mesmo foi confirmado por outros oftalmologistas da rede pública que consideram injustificável essa cobrança.

    Além disso, os promotores apuraram que um dos pacientes recebeu uma ligação do médico que o pedia para não citar os valores cobrados pela cirurgia ao ser chamado para depor no MP. Fonte G1

    Assista ao Jornal Das 11;

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