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    Na UTI Maguito Vilela é o mais votado e vai para o segundo turno em Goiânia

    Candidato a prefeito de Goiânia, político de 71 anos está internado há 16 dias. Segundo a equipe médica, o quadro dele é considerado estável, mas houve uma piora da inflamação dos pulmões.

    A disputa para a prefeitura de Goiânia vai ser decidida no segundo turno entre o ex-governador Maguito Vilela (MDB), 71, e o senador Vanderlan Cardoso (PSD), 59.

    Eles têm 36,02% e 24,67% dos votos válidos, respectivamente, nas eleições deste ano. A deputada estadual delegada Adriana Accorsi (PT) ficou em terceiro lugar, com 13,39% dos votos na capital de Goiás.

    Pesquisas Ibope mais recentes indicavam empate técnico dos primeiros colocados. Na campanha do primeiro turno, os dois mais bem votados tiveram situações distintas que levantaram dúvidas em parte dos eleitores.

    Cardoso protagonizou polêmica após defender, em áudio enviado em grupo com senadores, o senador Chico Rodrigues (DEM-RR), flagrado com dinheiro na cueca pela Polícia Federal. Ele pediu desculpas após repercussão negativa. “Acabei sendo extremamente infeliz no que disse. Não vou justificar o que falei porque não dá. Falei bobagem”, afirmou o candidato.

    Já Vilela se afastou da campanha desde que foi internado, há 24 dias, após testar positivo para Covid-19.

    Em 22 de outubro, ele havia sido levado para UTI de um complexo de saúde na capital, de onde foi transferido para o Hospital Albert Einstein, em São Paulo, cinco dias depois, com comprometimento de 75% dos pulmões.

    Ele voltou a ser intubado na tarde deste domingo (15), no Hospital Albert Einstein, em São Paulo. A equipe médica informou que optou pela ventilação mecânica invasiva para que ele fosse submetido a uma broncoscopia, para examinar a causa de aumento na inflamação dos pulmões verificado nos exames.

    Segundo o médico Marcelo Rabahi, o quadro do candidato é estável, com funções vitais, cardíacas e renais preservadas.

    As coordenações de campanha dos candidatos mais bem votados investiram em estratégias opostas para conquistar os eleitores, mas ambas colocaram na vitrine as experiências de cada um deles à frente de prefeituras de cidades vizinhas, na região metropolitana. Vilela é ex-prefeito de Aparecida de Goiânia, que tem 590 mil habitantes, e Cardoso, de Senador Canedo, com 115 mil moradores. Goiânia tem 1,5 milhão de habitantes.

    Com discurso de continuidade da atual gestão, a campanha do emedebista insiste em vincular a imagem dele a do prefeito de Goiânia, Iris Rezende (MDB), 86, que governou a cidade por quatro vezes, não disputou a reeleição neste ano nem manifestou apoio a qualquer um dos 16 candidatos.

    Já o senador, que é apoiado pelo governador Ronaldo Caiado (DEM), tem adesão do eleitorado que busca mudança, prometendo emprego e modernização da cidade por ser não apenas político, mas também empresário, como ele mesmo repete.

    Os dois primeiros colocados têm os maiores patrimônios declarados à Justiça Eleitoral, entre os candidatos à Prefeitura de Goiânia. Cardoso informou total de R$ 14,6 milhões, e Vilela declarou R$ 2,7 milhões.

    Também concorreram nestas eleições o deputado federal Elias Vaz (PSB), 54; os deputados estaduais Alysson Lima (SDD), 45, Major Araújo (PSL), 54, Talles Barreto (PSDB), 50, e Virmondes Cruvinel (Cidadania), 40, a vereadora Cristina Lopes (PL), 55, os professores Antônio Vieira (PCB), 44, Manu Jacob (PSOL), 35, e Vinícius Gomes (PCO), 35, os empresários Samuel Almeida (PROS), 48, e Gustavo Gayer (DC), 39, o advogado Cristiano Cunha (PV), 43, e o estudante Fábio Júnior (UP), 25.​

    Repórter Mari JTI/Com informações do Noticias ao Minuto

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