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    “O pai já vai”, dizia o pai de Érick depois de matar o filho

    Homem afirmou que matou a criança porque estava com medo de ficar desempregado. Assista a entrevista;

    Daniel Pereira, de 43 anos, que confessou na última terça-feira (17) que matou o filho Erick Pereira, de dois anos, em Rio Branco do Sul, Região Metropolitana de Curitiba, deu uma entrevista exclusiva à RICTV Record na tarde desta quarta-feira (18).

    Ainda na Delegacia de Rio Branco do Sul, antes de ser transferido para o sistema penitenciário do Estado, o pai do pequeno Erick disse que tentou se afogar junto com o filho dentro da represa de Santa Cruz, mas como não suportou ver o menino se debatendo em seu colo, saiu da água.

    “Depois que eu saí da água, eu vi que ele estava sofrendo muito. Eu queria levar ele pra casa, mas peguei uma rua errada e dirigi até acabar a gasolina. Quando eu vi ele gemendo do meu lado, eu tentei salvar ele, mas ele ia morrer”, disse o vigilante.

    Daniel afirma que estrangulou o filho “para acabar com o sofrimento dele”. “Ele estava agonizando muito e ia morrer ali do meu lado. Eu fiz isso pra acabar com o sofrimento dele”, completou.

    Depois de estrangular a criança, Daniel disse que tentou se matar com uma corda, e que neste momento ele rezava para o filho. “Eu dizia pra ele: o pai já vai”. Por não aguentar o sofrimento físico, o vigilante disse que desistiu do suicídio.

    O homem afirmou que deixou o corpo da criança com as duas mãos juntas, como se estivesse em oração e que ao lado do corpo deixou um carrinho que o menino havia ganhado da avó paterna. Questionado por que ele fez isso, Daniel apenas disse: “Ele era meu filho, agora ele é um anjinho de Deus (…) O que importa é que agora ele está bem”.

    Inicialmente, o homem alegava que a criança teria sido morta durante um suposto assalto seguido de sequestro na tarde de domingo (15). Apenas na terça-feira, durante as buscas na região onde ele dizia ter ocorrido o assalto, o homem confessou que matou o próprio filho. Segundo ele, o medo de ser demitido e não poder mais dar uma boa vida ao menino teria motivado o crime. “Foi um momento de bobeira”, disse.

    A entrevista completa com Daniel Pereira foi ao ar no Balanço Geral Curitiba de quinta-feira (19). Você confere toda a conversa no vídeo abaixo:

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