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    Odebrecht é denunciada por incêndio que destruiu fazenda e assentamentos em Caçu GO

    Representante da usina chegou a afirmar que arcaria com todos os prejuízos, mas, logo depois, mudou de opinião e negou participação em queimada

    Segundo matéria do Jornal Opção um incêndio destruiu uma propriedade rural e ao menos 10 assentamentos do Incra no município de Caçu, localizado no sudoeste goiano.

    Conforme denúncia, a usina ETH Rio Claro, do grupo Odebretch, teria causado a queimada.

    Segundo Boletim de Ocorrência, no último dia 15 de julho, um representante da indústria teria avisado aos assentados e a um responsável pela fazenda que atearia fogo em uma “palhada” próxima às propriedades rurais.

    As queimadas, segundo relata a indústria, é legal e possui autorização da Secretaria de Estado do Meio Ambiente.

    e26f4032-e786-4f1f-9bb4-43085c09c13dNo dia seguinte, 16, o fogo teria se alastrado pela região, destruindo a vegetação local, cercas, reservatórios de água e até parte do rebanho.

    Antes, assentados e um funcionário da fazenda afirmaram ter notado que o fogo ateado pela usina na véspera da tragédia não havia sido apagado de maneira correta.

    Logo após o incêndio, o representante da indústria se reuniu com os assentados e garantiu o ressarcimento dos prejuízos.

    No dia seguinte, entretanto, teria mudado de ideia, negando a participação na queimada, e ainda sugerido que o incêndio poderia ter sido criminoso.

    A indústria também informou que disponibilizou caminhões-pipa e patrolas para tentar conter o fogo, o que é desconhecido pelos proprietários.

    Em entrevista, Ricardo Vilela Ribeiro, proprietário da fazenda, que teve, segundo ele, “100% do local destruído”, afirmou que a usina se eximiu de qualquer responsabilidade. “Chegaram a ir na minha propriedade, sem minha autorização, para medir a área queimada e depois mudaram de ideia”, contou.

    Nota da empresa Unidade Rio Claro da Odebrecth Agroindustrial;

    Nota de esclarecimento

     

    Sobre as questões relativas aos focos de incêndio em fazendas do entorno da Unidade Rio Claro, a empresa esclarece que:

    ·         Há 10 dias registrou diversas ocorrências de incêndio, ocorridas simultaneamente em locais diferentes em fazendas do entorno das suas operações;

    ·         Os incêndios em canaviais são de extremo perigo à região pois, pela incidência de ventos fortes e alto índice de estiagem nesta época do ano, se estendem não só a área inicialmente atingida. Neste período, o fogo se iniciou em uma área de Preservação Ambiental não pertencente a empresa e se estendeu a propriedades vizinhas, sendo que algumas delas produzem cana-de-açúcar;

    ·         Para combater o fogo, a Unidade acionou a sua brigada de incêndio, que atualmente apoia as cidades circunvizinhas pois participa do PAME – Plano de Apoio Mútuo e Emergencial. Não houve vítimas.

    ·         Os incêndios, com indícios criminosos, causam sérios prejuízos à cidade, à comunidade e aos produtores da região. As causas dos incêndios nas fazendas onde a empresa tem operação estão sendo investigadas depois do boletim de ocorrência registrado pela empresa que, junto com as autoridades locais, trabalha para identificar os responsáveis pelo ato.

    ·         A Empresa reforça ainda que todas as suas Unidades operam de maneira 100% mecanizada desde a sua fundação em 2007.

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