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    Polícia Civil conclui inquérito de ‘falso sequestro’ em Rio Verde

    A mulher, que queria se passar como vítima, apresentou cinco versões sobre o ocorrido.

    A Polícia Civil de Rio Verde concluiu o inquérito sobre o falso sequestro ocorrido no último dia 8, em Rio Verde. Durante entrevista coletiva à imprensa nesta quarta-feira (24), o titular da 8ª Delegacia Regional, Danilo Fabiano Carvalho e a delegada da Central de Flagrantes, Taísa Antonello, disseram que Herlândia Nunes Rodrigues, de 26 anos, forjou o próprio sequestro junto com Matheus Campos Oliveira, de 21 anos. As constatações foram embasadas em laudos da Polícia Técnico-científica; que também apontaram que Herlândia atirou contra Matheus quando ele se entregava à polícia ao final do crime encenado pela dupla.

    Os laudos e reconstituição do crime sustentam a versão apresentada por Matheus, que disse que já conhecia Herlândia e que os dois vinham planejando o falso sequestro há dias. “Com base em conversas através do celular constatamos que os dois já se conheciam e vinham mantendo contato dias antes do falso sequestro. Matheus realmente foi com Herlândia comprar a arma utilizada no crime. O homem que vendeu a arma para ele foi enfático ao dizer que ele deu o dinheiro e entrou em um Golf branco depois (carro de Herlândia). Depois Matheus disse que eles passaram na casa da irmã dela, onde ele soube dizer onde ficava, e depois seguiram para a casa de Herlândia”, disse a delegada.

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    Matheus também teria revelado detalhes que comprovam a versão apresentada por ele. “Ele sabia, por exemplo, que havia um peso de porta debaixo da cama onde ele disse que se escondeu até a simulação do falso sequestro começar; disse que tinha um fundo falso atrás de um forno elétrico na cozinha onde seria colocado o dinheiro pelo resgate de Herlândia e uma mala onde seriam colocadas notas falsas para serem queimadas durante encenação transmitida através das redes sociais. Esses detalhes tão pontuais ele não saberia informar se tivesse entrado aí apenas para cometer um sequestro”; pontuou Antonello.

    Versão de Herlândia
    A mulher, que queria se passar como vítima, apresentou cinco versões sobre o ocorrido. Herlândia foi mudando o depoimento cada vez que tinha acesso ao que foi dito por Matheus à polícia. “Primeiro ela se apresentou como vítima de um sequestro; disse que Matheus teria entrado na casa dela e anunciado o assalto e que teria transmitido tudo nas redes sociais para não morrer. Depois, quando a prisão dela foi decretada por tentativa de homicídio contra Matheus, já que atirou contra ele no momento em que ele se entregava, disse que teria contratado Matheus e deixado ele próximo ao cemitério São João para comprar uma arma para dar um susto em uma menina que estava caluniando ela; dizendo que ela era traficante e chamando o pai dela de vovô do tráfico. Após saber que foi comprovado que ela e Matheus foram comprar a arma e saíram de lá juntos, ela disse que deixaria Matheus no local onde ele daria o susto na menina, mas ele teria entrado na casa dela querendo dinheiro e anunciado o sequestro”.

    Perícia
    A equipe da Polícia Técnico-científica fez várias diligências à casa de Herlândia. Entre os dados levantados, o de que a dupla permitiu que o pai dela saísse do imóvel para acionar a polícia. “O pai de Herlândia é um senhor idoso. Pelo tempo que leva para ele sair da casa e abrir o portão, daria para Matheus impedir que ele conseguisse fugir. A polícia também passou um colete à prova de balas pela janela do banheiro para Herlândia dar a ele e, ao invés dela deixar a porta aberta para a polícia tentar entrar no imóvel, ela trancou a porta do banheiro após pegar o colete e ainda tirou a chave – isso mostra que a intenção dela era impedir que a polícia entrasse lá; se fosse vítima de um sequestro não faria isso”, acrescentou Antonello.

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