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    Polícia Civil prende investigado apontado como mandante de homicídio a advogados em Goiás

    Cinco pessoas são suspeitas de ter envolvimento no assassinato dos advogados Marcus Aprígio Chaves e Frank Alessandro Carvalhaes, em um escritório de Goiânia. O suspeito de ser o mandante do crime é o Nei Castelli, de 58 anos.

    A Polícia Civil de Goiás deu cumprimento, no final da tarde desta terça-feira (17), em Catalão, ao mandado de prisão temporária de um homem investigado como sendo o mandante do homicídio praticado em face de dois advogados em Goiânia. O mandado foi cumprido pelos policiais civis da Delegacia Estadual de Investigações de Homicídios (DIH) e pelo Grupo de Repressão a Narcóticos (Genarc) de Catalão.

    Da esquerda para a direita, advogados Marcus Aprígio Chaves e Frank Alessandro Carvalhaes de Assis, em Goiânia, Goiás

    A Polícia Civil, por meio de uma força-tarefa composta por 38 policiais da Delegacia Estadual de Investigações de Homicídios (DIH), prendeu agora todos os suspeitos de envolvimento nas mortes dos dois advogados, vítimas de homicídio no setor Aeroporto, em Goiânia, no dia 28 de outubro último. Foram detidos inclusive os intermediários e, por último, o mandante. Assim, a investigação elucidou todas as circunstâncias do crime.

    No dia 30 de outubro, a DIH prendeu, em Porto Nacional, Pedro Henrique Martins Soares, 25 anos, indiciado na condição de executor do duplo assassinato dos advogados, tendo sido ele o responsável pelos disparos contra as vítimas. O segundo executor, que participou diretamente do crime, também foi identificado e indiciado pela DIH: Jaberson Gomes. Durante a fuga das equipes da PCGO acabou morto em um confronto com a Polícia Militar do estado do Tocantins.

    Na data de 09 de novembro de 2020, uma mulher e um homem suspeitos de serem os intermediadores do crime foram presos por policiais civis da DIH nas cidades de Porto Nacional/TO e de Palmas/TO. O homem também é suspeito de ter transportado os executores da cidade de Porto Nacional/TO até a cidade de Goiânia para o cometimento do crime, e de ter fornecido dinheiro para que os executores se mantivessem em Goiânia nos dias que antecederam as execuções. Os dois intermediários confessam em detalhes suas participações no crime e apontam o mandante preso como responsável por todo o planejamento da empreitada criminosa.

    De acordo com as investigações, todos os envolvidos são alvo de provas e elementos informativos que detalham a participação de cada um deles. Os homicídios teriam sido encomendados pelo valor de R$ 100 mil caso os executores ficassem impunes e R$ 500 mil caso os executores fossem presos em decorrência do crime.

    A motivação para os crimes seria a atuação das vítimas em processos judiciais contra familiares do suposto mandante que envolvem disputa de terras em São Domingos, nordeste goiano. Os advogados tiveram conversas antes da morte, nas quais registraram o que fazer ante o receio de morrerem vítimas de homicídio mediante paga que poderia se cometido justamente pelo mandante preso nesta terça-feira.

    Repórter Mari JTI

    Imagem mostra quando os autores Pedro Henrique e Jaberson deixam o escritório de advocacia em Goiânia — Foto: Reprodução/TV Anhanguera

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