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    Polícia investiga a morte de criança de 2 anos em fogueira na zona rural de Piranhas, Goiás

    Laudo aponta que criança morta acidentalmente segundo a mãe, na verdade foi jogada no fogo já sem vida. A mãe possivelmente teria mentido ao chamar o SAMU para tentar socorrer o filho. O SAMU já havia atendido chamadas envolvendo a mesma criança por afogamento, envenenamento e atropelamento.

    De acordo matéria publicada no Jornal O+Positivo, a reportagem do jornal teve acesso a informações exclusivas das investigações da morte da criança Alexandre Coutrim Rodrigues, de 2 anos e 10 meses, que ocorreu na tarde de domingo (25), na Fazenda Volta Grande, na região da Pequena Central Hidrelétrica (PCH) de Piranhas, a cerca de 26 km da sede do município. Segundo os laudos, o menino teria sido jogado no monte de entulhos em chamas já sem vida e a história contata pela mãe, Adriana Coutrim Moreira, seria mentirosa.

    A fonte, que preferiu não ser identificada, informou que a situação se confirma por vários aspectos. O primeiro deles porque o garoto teria caído de frente para o fogo, o que nunca acontece em casos de acidente com fogo, onde as vítimas se “debatem” e “gritam” na tentativa de se salvarem. “No caso do menino não houve nenhuma reação vital”.

    Outra evidência, ainda segundo as informações, é de que o corpo de Alexandre não continha bolhas de queimaduras, mas as bolhas seriam uma forma do organismo se proteger do calor provocado pelas chamas. A suspeita é de que o menino tenha sido jogado no fogo já sem vida e por isso não houve bolhas.

    Ainda de acordo com as investigações, o pulmão do menino não continha fumaça, descartando a possibilidade de um acidente, como disse a mãe de Alexandre à Polícia Militar (PM).

    Também foi levado em consideração pelas autoridades o histórico de ocorrências envolvendo o menino. Segundo registros do SAMU (Serviço Móvel de Urgência), as equipes já foram chamadas outras três vezes para atender Alexandre. “Uma por afogamento, outra por envenenamento e uma terceira por atropelamento”.

    De acordo com as informações obtidas, somente análises mais profundas poderão apontar a verdadeira causa da morte.

    Entenda o caso:

    A versão inicial da mãe da criança era que o garoto  de dois anos e 10 meses de idade morreu na tarde desse domingo (25), vitima de acidente com álcool e fogo, na zona rural de Piranhas. A tragédia aconteceu na Fazenda Volta Grande, na região da Pequena Central Hidrelétrica (PCH) de Piranhas, a cerca de 26 km da sede do município.

    Segundo o sargento Sobrinho, da Polícia Militar (PM), por volta das 15h a mãe da criança, Adriana Coutrim Moreira pediu o socorro via celular funcional. “Imediatamente a orientamos a ligar no SAMU (Serviço Móvel de Urgência), pois segundo ela (a mãe) a criança ainda agonizava com vida”.

    Ainda de acordo com informações preliminares, levantadas pela PM, o pequeno Alexandre Coutrim Rodrigues “brincava com a mãe, no monte de lixo que ela havia juntado para colocar foco”. A criança teria aproveitado o descuido da genitora para pegar o recipiente de álcool e aproximar das chamas. Nesse momento o pior aconteceu. “Tragédia não descreve a cena. É impossível descrevê-la”, narrou o sargento.

    “Fomos informados pela equipe do SAMU, que chegaram alguns minutos primeiro, que a criança foi encontrada sem vida. Nesse momento acionamos o Instituto Médico Legal de Iporá (IML) que procedeu a retirada do corpo”.




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