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    Porta-voz do governo Bolsonaro é um militar. Saiba mais sobre a função

    O general de divisão Otávio Santana do Rêgo Barros foi o escolhido

    Após duas semanas de início do governo, o presidente Jair Bolsonaro nomeou o general de divisão Otávio Santana do Rêgo Barros, de 58 ano, no último dia 14. Nos primeiros dias presidindo o país, Bolsonaro deu declarações que não pegaram muito bem para a imagem do seu governo. O anúncio do aumento do IOF, por exemplo, provocou um vai e vai de declarações e foi visto por analistas como um desencontro da equipe. É nesses momentos de “crise” que entra o trabalho de um porta-voz.

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    Mais um militar a integrar a equipe do presidente, Rêgo Barros é de Recife e iniciou a carreira como aluno da Escola Preparatória de Cadetes do Exército, em 1975. Antes de fazer parte do governo Bolsonaro, o militar atuava desde 2014 como chefe do Centro de Comunicação Social do Exército. Enquanto oficial general, esteve à frente da ação de pacificação nos complexos do Alemão e da Penha, no Rio de Janeiro, além de atuar na Cooperação Militar Brasileira no Paraguai e na Missão de Estabilização das Nações Unidas no Haiti.

    E você, sabe para que serve um porta-voz? Veja um breve resumo:

    O que é e o que faz o porta-voz?

    Qualquer empresa ou organização, seja ela governamental ou não, que esteja constantemente em exposição na mídia ou que necessita disparar informações para diversos perfis de veículos de comunicação, precisa de um profissional com trato para dialogar com a imprensa.

    O porta-voz não só conhece todo o processo de produção jornalística, como também entende a importância da mesma para a construção de uma boa imagem da organização. Podem atuar como porta-vozes profissionais com experiência em jornalismo, assessoria de imprensa, relações públicas e de marketing.

    Como o porta-voz é responsável por transmitir as principais informações, é necessário que ele domine uma comunicação mais assertiva, tenha clareza na fala e boa postura. Além de representar a organização, ele também é um gerenciador de crises. Por possui um olhar mais amplo da comunicação, ele pode antevir os assuntos mais delicados, preparando possíveis respostas sobre os assuntos mais espinhosos, prevenindo, assim, crises de imagem.

    Além de poder montar um plano de comunicação, o porta-voz também pode treinar os seus assessorados a como se comportar em uma entrevista, utilizando de modo proveitoso o modo para divulgar as informações. É o que chamam de media training. Um conjunto de técnicas onde postura do corpo, tom de voz e traquejo ao abordar um assunto são usados para favorecer quem for entrevistado.

    Roberto Paim | Agência Educa Mais Brasil
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