• Publicado em

    Professor dá aula regada de droga e sexo

    Pais de sete alunos do ensino fundamental fizeram denúncia após aula particular

    O Ministério Público do Rio de Janeiro ofereceu denúncia contra um professor de história do ensino fundamental que teria organizado uma festa com álcool, drogas e sexo para os alunos. Com a desculpa de oferecer aulas particulares, Gustavo Montalvão Freixo, de 31 anos, teria reunido os alunos do 9º ano do ensino fundamental na casa de um dos meninos, enquanto a mãe dele estava no trabalho, no dia 9 de outubro. Segundo a dona da casa, a aula não aconteceu.

    — O que aconteceu foi droga e abuso sexual de menores. Havia cinco meninas e dois meninos na minha casa.

    Na denúncia, o MP afirma que Gustavo cobrou R$ 25 pela aula extra. O promotor Alexandre Themístocles afirma que o professor distribuía a droga de acordo com o pagamento dos alunos. Apenas um dos adolescentes teria recusado o LSD. Após drogar os alunos, o professor teria praticado atos libidinosos com duas alunas e feito sexo com uma terceira.

    752gze5qom_3brfdvrk60_file

    O professor de história lecionava em colégio particular da zona norte

    A história só foi descoberta quando o pai de uma das alunas insistiu para que a filha contasse o real motivo da reunião do professor com os alunos.

    — Ele pediu para as crianças não contarem a verdade e sustentarem a mentira até o fim. Minha filha não aguentou e contou tudo que aconteceu pouco antes da reunião que faríamos no colégio. Desde o primeiro dia, a diretora deu todo o apoio e propôs ajudar para esclarecer os fatos.

    A diretora da escola, Maria de Fátima Moraes, afirmou que o professor já está em processo de demissão. E que não sabia o teor da suposta aula particular.

    — No primeiro momento o advertimos porque ele não pode dar aula particular para um aluno para o qual já leciona.

    A Justiça do Rio só vai se pronunciar sobre o caso após o resultado dos exames feitos pelos alunos no Instituto Médico Legal. Se comprovadas as acusações, o professor pode responder por estupro de vulnerável, apologia ao crime e tráfico de drogas.

    O caso está registrado na Delegacia de Irajá (38ª DP). Segundo o delegado Paulo Henrique da Silva, os depoimentos dos alunos e pais foram concisos.

    — Os depoimentos são transparentes e não deixam dúvida da existência do fato. Foi coletada urina dos alunos para verificar presença de LSD. Também solicitamos diligências que ainda estão pendentes.

    Assista ao vídeo:

    Os comentários são de responsabilidade exclusiva de seus autores e não representam a opinião deste site.
    Se achar algo que viole os termos de uso, denuncie.
    Se você se interessou por esse artigo, ao comentar marque a opção publicar também no Facebook.