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    Quantidade de buracos nas rodovias brasileiras triplicou em quatro anos

    O trecho da rodovia BR 158 que liga Jataí (GO) a Piranhas (GO) esta entre os piores do Brasil

    A falta de manutenção em rodovias brasileiras fez disparar, em quase três vezes, o número de buracos que comprometem a segurança nas rodovias pavimentadas do Brasil. Segundo a pesquisa CNT Rodovias 2015, foram encontrados neste ano 230 “grandes buracos” nos mais de 100 mil quilômetros de rodovias fiscalizados pela confederação. Em 2011, o mesmo tipo de monitoramento encontrou 79 buracos classificados como pontos críticos das rodovias e assim considerados por terem a largura de um pneu.

    Os técnicos da CNT (Confederação Nacional do Transporte) que fazem a vistoria anual da entidade sobre o estado das rodovias avaliam que tais buracos têm como causas mais frequentes a ação conjunta da chuva, o peso dos veículos de carga e o uso de materiais inadequados na construção das pistas.

    O diretor-executivo da CNT, Bruno Batista, explica que a pesquisa constatou que faltam ações de manutenção das rodovias sob gestão pública. Segundo ele, em 2014, o governo investiu R$ 165 mil por quilômetro enquanto as concessionárias de rodovias investiram R$ 422 mil por km.

    Sobrecarga de caminhões sobre as pistas pioram as condições de tráfego

    Além de insuficiente, o investimento público nas rodovias é demorado. Um dos exemplos citados pela CNT é uma erosão encontrada na BR-101, na Bahia. A erosão foi encontrada durante o levantamento para a CNT Rodovias 2014 e um ano depois o problema ainda estava lá. Até setembro de 2015, por exemplo, o governo só realizou 43,3% dos investimentos autorizados para ações de adequação, manutenção e construção de rodovias.

    Outro problema verificado pela pesquisa é a presença sistemática de alguns trechos rodoviários entre as piores rodovias do país. Dos 10 piores trechos na pesquisa de 2015, sete aparecem entre os piores das últimas 10 pesquisas. Segundo a CNT, o trecho entre Teresina (PI) e Barreiras (BA) apareceu cinco vezes entre as 10 piores nas últimas 10 pesquisas. A estrada que liga Barracão (PR) e Cascavel (PR) apareceu seis vezes; também figuraram de forma sistemática os trechos entre Brasília e Palmas, Marabá (PA) e Wanderlândia (TO), Jataí (GO) e Piranhas (GO), Natividade (TO) e Barreiras (BA) e Marabá (PA) até Dom Eliseu (PA).

    Pavimentação em péssimo estado

    A dificuldade de acesso é uma das razões para que a região Norte tenha a pior média de qualidade de rodovias. Segundo o estudo da CNT, a região tem o menor índice de estradas classificadas como ótimas ou boas: 24%. A região também é a que concentra a maior quilometragem de pavimentação em péssimo estado. Dos 3.074 quilômetros com asfalto em péssimas condições, 1.101 estão na região, que concentra ainda quase todas as ocorrências de pavimentação destruída.

    De forma geral, a qualidade geral das estradas brasileiras aumentou de 2014 para 2015, informou a CNT. No ano passado, 37,9% das estradas pesquisadas estavam em boas ou ótimas condições, esse ano esse índice foi de 42,7%. Essa melhora, afirmou Martins, está vinculada principalmente a ações do governo em sinalização de estradas, com o Programa BR-Legal.

    O relatório destaca ainda a importância da participação do setor privado na manutenção de rodovias e defende ainda o aumento de concessões. “É fato que a permanente manutenção e os investimentos direcionados realizados pelas concessionárias têm contribuído para a melhoria das condições da infraestrutura de transporte brasileira. Contudo, existem rodovias essenciais à integração regional que não apresentam volume de tráfego suficiente para atrair agentes privados”, afirma o documento. Fonte/fatoonline

    Jataí:

    Quem precisa passar pela BR 158 em Jataí está enfrentando problemas com as más condições do trecho.

    Existem buracos e mais buracos tanto dentro quanto fora do perímetro urbano.

    Os moradores da região também não sabem mais o que faze.

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