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    Quatro anos depois / Paul McCartney: Boa forma e entusiasmo encanta fãs belo-horizontinos no Mineirão

    Canções dos grupos Beatles e Wings animaram o público; Performances bem parecidas do show de 2013 marcaram apresentação; Show reuniu 51 mil pessoas, dois mil a menos que na primeira vinda do cantor em BH

    *Jornalista
    *Editor Geral BH/MG
    *Colaborador (Portal JTI-Nacional)

    *Felipe José de Jesus
    *Siga o Instagram: @felipe_jesusjornalista_
    *Fotos: Edy Fernandes (Imagens cedidas gentilmente pelo profissional)
    *Colaboração: Fernanda Dias e Pedro Henrique
    (Estiveram no show do Paul McCartney no Mineirão / BH-MG)


    Como você se sentiria se conseguisse ver de perto um artista que admirou quase a sua vida inteira? Você gritaria, desmaiaria, ou mesmo entraria em transe? Com certeza Paul McCartney, cantor e compositor que fez parte da vida dos jovens dos anos de 1960 e 1970 com os grupos Beatles e Wings, conseguiu no mesmo show arrancar todas essas reações do público que esteve presente no Estádio do Mineirão em Belo Horizonte / MG, no dia 17 de outubro. Mas, mesmo para quem não esteve de corpo presente no show, (hoje com o mundo digital), tanto as fotos e os vídeos que foram desta vez mais espalhados nas Redes Sociais por fãs e pseudo-fãs, mostraram um show bem empolgante e bastante cheio, mas com momentos bem parecidos ao da apresentação realizada em 2013, primeira vez que o eterno ‘Beatle’ esteve em BH.

    Não foi como um Déjà vu, mas em alguns momentos, fãs que estiveram no show em 2013 viram situações iguais. Primeiro pelo palco, já que “Maca” foi levado ao alto com seu violão em Blackbird (Beatles / The White Álbum 1968) e também por My Valentine (Paul McCartney / Kisses on the Bottom – 2012), canção em que Johnny Depp e Natalie Portman aparecem no clipe e que Paul dedicou para a sua última mulher Nancy Shevell, como uma homenagem bem parecida que o “Mestre” fez para sua primeira esposa Linda McCartney com a canção My Love (Wings / Red Rose Speedway – 1973). Mesmo assim, para quem “ama” o trabalho do artista e conhece a fundo sua discografia, estar no show do eterno Beatle, mesmo que pela segunda vez e com um show bem parecido, com certeza vale a pena. Primeiro pela educação do artista que diferentemente de muitos artistas nacionais, sempre sobe ao palco no horário e segundo por que como dito pela imprensa mineira, ver Paul “fazendo uma dancinha” simpaticamente com a canção Michelle (Beatles / Rubber Soul – 1965) com certeza não teve preço.

    Com a mesma maestria de sempre, Paul foi acompanhado por sua banda, que para muitos fãs, conseguem mostrar toda a originalidade dos discos nos shows ao vivo. “Além do Paul, única banda que consegue trazer um som tão parecido com os dos discos de estúdio é o U2. Ver a banda de Paul dedilhando canções como Band On The Run e Silly Love Songs, do Wings, era como ouvir o disco em alto e bom som. Isso sim é um show de qualidade e que vale a pena gastar centavo por centavo. Se Paul vai voltar? Eu torço para que sim, mas prefiro eternizar esse momento caso ele não volte mais”, disse António Carlos, 42, contador e fã de Paul McCartney.

    2013 / 2017 )

    Se no primeiro show realizado no dia 4 de maio de 2013 no Mineirão o artista conseguiu arrastar 53 mil pessoas, em 2017 (quatro anos depois), a história foi um pouco diferente. Ainda restavam ingressos dois dias antes ou quase aos 45 minutos do segundo tempo para quem quisesse se arriscar a gastar R$250 para ver o cantor de longe. Em 2013 os ingressos quase ou foram totalmente esgotados. Mas se levarmos em conta, vemos que os tempos são outros e a economia brasileira também, no entanto, o artista conseguiu ainda sim arrastar 51 mil, ou seja, apenas dois mil a menos do que em 2013.

    Além disso, o show de Maca foi ilustrado por balões com os seguintes dizeres “Na, Na, Na, Na” da canção Hey Jude (Beatles / B-SIDES / 1970) que foi comprado pelo público presente. Pelo que se percebia através de vídeos publicados na Internet, até mesmo os pseudo-fãs que não conheciam a canção se embrenharam com o refrão da música que está prestes a completar 50 anos. Parecia que o balão era um lembrete para quem não conhecia muito o hit (uma espécie de marketing), mas por outro lado, valeu com toda certeza como uma lembrança para levar para casa, para afirmar para os amigos ou filhos, que estiveram no show.

    Nome de peso na música mundial )

    Com a marca de um artista de peso e que realmente veio ao mundo da música para deixar seu nome, Paul McCartney se despediu do Brasil após o show em terras mineiras para continuar alguns projetos. Entre eles, possivelmente um novo disco após New (2013) que foi lançado logo após sua apresentação no Brasil, ou alguma comemoração cinquentenária de algum disco dos Beatles. Vamos aguardar e torcer para que Paul McCartney volte logo para o país e desembarque pelo menos mais uma vez em terras mineiras, para que os que não tiveram a chance de ver de perto o artista, matem a saudade do grande Beatle.

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