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    Rapaz e nove adolescentes são suspeitos de queimar menino vivo

    De acordo com policiais, grupo cometeu crime a mando de traficante que prometeu perdoar dívida de drogas. Vítima, de 13 anos, devia R$ 200

    Segundo a perícia, o garoto – assassinado por nove adolescentes, por causa de uma dívida de drogas no valor de R$ 200 – ainda estava vivo quando foi queimado, em área próxima ao Hospital Veterinário de Taguatinga. E, inclusive, teria inalado a fumaça de suas próprias queimaduras.

    O mandante do assassinato, segundo a polícia, é Klinger Chagas Mineiro Júnior, 19 anos, conhecido como “China”, suspeito de praticar tráfico de drogas na região. Os nove adolescentes que participaram do crime eram usuários de droga e tinham dívidas com o mandante do crime, de acordo com as investigações. Mas a dívida maior era de Charles, que “estaria enrolando para pagar”. Klinger ofereceu perdão da dívida caso os adolescentes concordassem em participar do homicídio. A vítima foi, então, atraída para uma emboscada.

    LUÍSA GUIMARÃES/METRÓPOLES

    LUÍSA GUIMARÃES/METRÓPOLES

     De acordo com a polícia, Klinger Chagas Mineiro Júnior, seria o mandante do crime

    A família de Charles alega que o adolescente tinha problemas psicológicos e não usava drogas. “Ele era muito inocente e não trve malícia para perceber que iam matá-lo”, diz a tia de Charles, Maria de Oliveira,34 anos, frentista. Ela diz que a família está arrasada pela perda e quer justiça. Segundo Maria, a mãe de Charles foi para a Bahia passar o dia dos finados, pois o filho foi enterrado por lá. “Não vai trazê-lo de volta, mas a justiça aqui está sendo feita. É muita crueldade. Ele tinha problemas psicológicos, não era usuário.

    O assassino, Klinger, nega que tenha sido acerto de dívida de drogas e que tenha reunido os menores para o homicídio em troca de perdão. Disse também que não traficava mais drogas. A Polícia, no entanto, acredita que dívida de drogas tenho sido a maior motivação.

    Klinger responderá por homicídio qualificado (crueldade e motivo fútil). O mandado de prisão já existia há 30 dias, mas era necessário aguardar o fim do período eleitoral. O mandante foi preso ontem, numa casa em Ceilândia. Os nove menores estão apreendidos. Responderão por ato infracional equivalente a homicídio qualificado.

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