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    UFG/UFJ informa que vai paralisar atividades caso bloqueio no orçamento persista

    A situação da UFJ ainda é mais grave.

    Na tarde desta quarta-feira (10), a Universidade Federal de Goiás (UFG) divulgou em seu site uma nota onde relata que esta analisando novas opções para reduzir gastos, para tentar manter os serviços básicos, estas reduções se torna a cada dia mais necessárias devido ao bloqueio de 30% no orçamento feito pelo governo federal.

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    A atual gestão alegou que o primeiro semestre foi complicado, e como não existe qualquer sinalização por parte do Ministério da Educação quanto ao desbloqueio no orçamento das Universidades, a Reitoria da UFG, de forma articulada com as demais universidades federais, com a Andifes e com entidades da sociedade civil e parlamentares, intensificará as ações junto ao Governo Federal para reverter esse quadro.

    Jataí (UFJ):

    A redação do Plantão JTI, entrou em contato com o diretor do campus da UFG de Jataí,  o professor Alessandro Martins, ele nos relatou que a UFJ ainda é  gerida pela UFG, mas com certa autonomia financeira ( limitada aos recursos de custeio de manutenção básica!,). No  caso de Jataí o bloqueio é mais grave. “Estamos juntamente com a administração superior da UFG tendo que tomar medidas de controle de gastos!” afirmou o diretor da UFJ.

    Confira a nota da UFG na íntegra

    A UFG, ao longo dos últimos anos, tem trabalhado para aperfeiçoar os instrumentos de gestão orçamentária e financeira 

    A Universidade Federal de Goiás, ao longo dos últimos anos, tem trabalhado para aperfeiçoar os instrumentos de gestão orçamentária e financeira de forma a garantir o funcionamento de suas atividades, buscando sempre maior eficiência e economicidade. Com o bloqueio de 30% do orçamento pelo governo federal no mês de abril, a UFG chegou ao fim do primeiro semestre de 2019 com severas dificuldades para a manutenção das atividades meio, como contratações e aquisições, porém preservando as atividades fins: ensino, pesquisa e extensão.
    Logo após a divulgação do bloqueio orçamentário, as universidades federais iniciaram uma intensa mobilização para reverter esse quadro. Iniciamos o segundo semestre com bastante preocupação, visto não haver ainda qualquer sinalização por parte do Ministério da Educação quanto ao desbloqueio no orçamento das Universidades.
    Distribuído de forma equânime entre os semestres, a dotação de cada ano é planejada pela equipe gestora da UFG de acordo com as necessidades contratuais e prioridades da instituição. Para os próximos seis meses, estariam reservados cerca de 39 milhões, metade do orçamento anual de custeio previsto em Lei para a UFG em 2019.
    Desse montante, aproximadamente 27 milhões destinados ao custeio estão bloqueados, representando um déficit de 69% do orçamento previsto para o pagamento de serviços essenciais, como energia, água, segurança e limpeza, além do pagamento de parte das bolsas de ensino, pesquisa e extensão a alunos de graduação e de pós-graduação.
    Considerando que o orçamento disponível (não bloqueado) não será suficiente para custear as despesas da instituição até o final do ano, novas medidas de racionamento e redução de serviços estão sendo analisadas e implementadas.
    A Reitoria da UFG, de forma articulada com as demais universidades federais, com a Andifes e com entidades da sociedade civil e parlamentares, intensificará as ações junto ao Governo Federal para reverter esse quadro. Caso o bloqueio do orçamento persista, a UFG não terá como evitar a paralisação total de suas atividades de ensino, pesquisa e extensão, acarretando graves prejuízos à comunidade acadêmica e, consequentemente, à sociedade.

    Fonte: Secom/UFG

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