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    Vídeo divulgado nas redes não é de jornalista autuada em blitz, diz PM

    Imagens que circulam na web, com jovem enfrentando policiais, não são da mulher que alega ter sido agredida por militares

    De acordo matéria do site Metrópoles,  Polícia Militar do Distrito Federal descartou, neste domingo (24/9), que um vídeo distribuído pelas redes sociais por internautas da cidade seja da ocorrência envolvendo a jornalista Sheila Rodrigues de Souza, 28 anos. Ela alega ter sido agredida por PMs durante abordagem em blitz realizada quinta-feira (21/9), na 408 Norte do Plano Piloto. Já os militares envolvidos na operação a acusaram de desacato e agressão a uma das policiais que integrava a equipe naquela noite. O caso foi registrado na 5ª Delegacia de Polícia (área central de Brasília).

    Embora a corporação ainda apure detalhes da ocorrência registrada no vídeo que viralizou neste fim de semana, a PMDF já negou se tratar do mesmo caso de Sheila. Nas imagens distribuídas, principalmente em grupos de Whatsapp e via Facebook, é possível ver uma mulher aparentemente alterada. Ela enfrenta os policiais (veja abaixo):

    Segundo fontes ouvidas pelo Metrópoles, existiria também uma gravação da abordagem à jornalista Sheila Rodrigues de Souza. No entanto, esse vídeo estaria sendo preservado para divulgação em momento oportuno

    Polêmica
    Desde que a jornalista fez uma postagem na internet alegando ter sido agredida por PMs, a polêmica só aumenta. Nas redes sociais, muita gente apoia a Polícia. Alguns internautas, inclusive, afirmam terem sido testemunhas do caso, tendo presenciado Sheila visivelmente descontrolada. Mas as versões apresentadas pelas duas partes, e registradas na 5ª DP, são totalmente distintas.

    Em entrevista ao Metrópoles, Sheila sustentou o que já havia relatado na internet. “Estou juntando todas as injúrias, difamações e ameaças para entrar com processo. Segundo eles (os PMs), eu bati em três policiais armados. Nem se eu fosse ninja conseguiria fazer isso, muito menos algemada. Ninguém ouviu minhas duas testemunhas que estavam no local, outro direito cerceado. No fim, ainda apresentei um condutor habilitado e não liberaram meu carro”, afirmou.

    Já a PM enviou nova nota à reportagem na tarde deste domingo. “A Polícia Militar do Distrito Federal esclarece que até o momento não recebeu nenhuma comunicação formal por meio de sua corregedoria para averiguar a história narrada pela jornalista em seu perfil no Facebook”, reforçou a corporação. Segundo o texto, “ao contrário do relatado pela jornalista”, seu exame de alcoolemia foi positivo para a ingestão de álcool e ela acabou conduzida à delegacia por ter cometido crime de desacato, previsto no artigo 331 do Código Penal.

    Por fim, ainda que sem registro do caso na corregedoria, a PMDF afirmou no comunicado que a versão apresentada por Sheila não condiz com a realidade. “A Polícia Militar do Distrito Federal é referência quanto aos procedimentos e técnicas de abordagem e, em razão da completa falta de veracidade e de provas sobre o caso, repudiamos a postura da jornalista neste caso concreto, uma vez que não há qualquer prova que comprometa minimamente a atuação policial, além do relato pessoal, parcial, viciado e tendencioso por parte da envolvida”, conclui o texto.



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