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    Vídeo: PM “surta”, atira para o alto e é baleado por colegas na Bahia

    Com farda e o rosto pintado de verde e amarelo, o homem grita palavras de ordem entre os disparos. Segundo governo, estava em "surto".

    De acordo matéria do Portal Metrópoles, um policial militar invadiu o gramado em frente ao Farol da Barra, um dos principais pontos turísticos de Salvador, na Bahia, e disparou pelo menos uma dezena de tiros para o alto, na tarde deste domingo (28/3). Com o rosto pintado de verde e amarelo, enquanto efetuava os disparos, ele gritava palavras de ordem.

    O agente, chamado Wesley, pertence à 72º Companhia Independente de Polícia Militar de Itacaré, no sul do estado. Em nota, a Secretaria de Segurança Pública (SSP-BA) informou que o soldado apresentou “um surto psicótico”.

    O homem estava armado com um fuzil e uma pistola, e provocou pânico entre os moradores da região.

    O policial foi baleado por agentes do Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope). Ele foi socorrido por uma ambulância do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e encaminhado ao Hospital Geral do Estado. O estado de saúde dele não foi divulgado.

    Assista:

    Em vídeos publicados por moradores da região nas redes sociais, o policial gritou palavras de protesto, falando em desonra e violação da dignidade dos policiais. “Comunidade, venham testemunhar a honra ou a desonra do policial militar do estado da Bahia”, gritou.

    Conforme apuração do Metrópoles, o agente compareceu ao local de trabalho na manhã deste domingo, pegou o fuzil e sumiu do lugar de serviço, até ser reconhecido rompendo as barreiras que isolavam o ponto turístico da capital.

    Em nota, a Polícia Militar (PM) afirmou que “lamenta pela ocorrência crítica envolvendo um integrante da corporação”, e que “não poupará esforços para que todos os protocolos internacionais de gerenciamento de crise sejam adotados”.

    De acordo com a PM, a área do Farol da Barra foi isolada, “a fim de manter um espaço para iniciar o processo de negociação, para atingir o objetivo principal, que é a preservação de vidas”. Um especialista em gerenciamento de crise do Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope) auxiliou nas negociações.

    Repórter Mari JTI

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